A azáfama começava todos os anos, em Janeiro, com os preparativos para a participação no Corso de Carnaval. Todos se juntavam em volta desses preparativos, familiares e vizinhos, por muito cedo que se começasse, havia sempre trabalho para acabar na Véspera do Desfile.
Lembro-me de um Ano em especial,, em meados da Década de 70 do século passado, não sei por ser um dos primeiros que me lembro, se pelo que tentávamos representar no Corso - a comunidade Saloia.
O meu Tio tinha uma Burra e uma Carroça que aproveitamos para utilizar. Toda a gente se empenhou em tentar encontrar o máximo de possível de coisas que pudessem representar a comunidade Saloia. E com o passar dos dias, as coisas foram aparecendo, as roupas antigas, desde coletes, saiotes, barretes, faixas, lenços de cabeça e outras coisas mais, os utensílios de trabalhar a Terra, porque a comunidade saloia, sempre foi conhecida pela sua vida de campo e de cuidados de animais, utensílios esses que viriam a ser transportados na Carroça outros pelos homens e mulheres. Recordo-me por exemplo que ao meu Pai coube o cargo de transportar um pulverizador verde já um pouco enferrujado que com o qual, pulverizava um pequeno terreno que cultivava.
Lembro-me de um Ano em especial,, em meados da Década de 70 do século passado, não sei por ser um dos primeiros que me lembro, se pelo que tentávamos representar no Corso - a comunidade Saloia.
O meu Tio tinha uma Burra e uma Carroça que aproveitamos para utilizar. Toda a gente se empenhou em tentar encontrar o máximo de possível de coisas que pudessem representar a comunidade Saloia. E com o passar dos dias, as coisas foram aparecendo, as roupas antigas, desde coletes, saiotes, barretes, faixas, lenços de cabeça e outras coisas mais, os utensílios de trabalhar a Terra, porque a comunidade saloia, sempre foi conhecida pela sua vida de campo e de cuidados de animais, utensílios esses que viriam a ser transportados na Carroça outros pelos homens e mulheres. Recordo-me por exemplo que ao meu Pai coube o cargo de transportar um pulverizador verde já um pouco enferrujado que com o qual, pulverizava um pequeno terreno que cultivava.
Depois de cerca de um Mês de costuras, limpezas, pinturas, reparações, etc…, na véspera do corso, como sempre, estava então tudo pronto e afinado para o desfile do dia seguinte. Então lá fomos para o corso com carroça puxada pela Burra. Lembro-me também que na carroça ia um cão que o meu tio tinha e umas gaiolas com galinhas e coelhos e, como em qualquer corso de Carnaval da época não faltavam as bisnagas de água. Alguém se lembrou de lavar muito bem o bendito pulverizador que o meu Pai carregava e enchê-lo de água em jeito de bisnaga para nos podermos defender dos ataques. Ainda hoje me recordo daquele Carnaval e ainda há dois anos na escola do meu filho retomaram o tema para a turma dele mostrar no Carnaval, e eu e a minha mulher lá o arranjamos da melhor maneira possível.
José Leal
1ºFB
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